Neste belo filme de 2001, Samsara (Dir. Nalin Pan), temos a vida como ela é, mesmo entre monges budistas. Uma espécie de releitura da vida de Buda nos dias atuais, o filme se passa na bela paisagem do Ladakh, nos Himalaias indianos e com imagens magníficas, conta a história de Tashi, um monge tibetano que resolve experimentar uma vida de “homem comum”, para poder viver um grande amor. Ele enfrenta um grande dilema existencial e o tempo todo – assim como todos os pobres mortais – é desafiado pela vida.
Filme independente, foi vencedor do Prêmio Especial do Júri no Festival de Moscou e Júri Popular em Melbourne.
Prestem atenção nas coisas ditas sutilmente nos silêncios do monastério, nos desejos mundanos de Tashi, nos seus olhares, nos rostos e nas palavras dos monges mais velhos, nas expressões e brincadeiras das crianças que se tornarão monges, nos costumes do povo, nas belas cenas de sexo (milagrosamente sem clichês e com um timing perfeito) e no discurso final da esposa de Tashi. Arrasou. Fiquei fã dessa mulher. Nirvana é realmente para poucos, amar e sofrer é para todo mundo.