Este fim de semana fui à minha habitual fantástica videolocadora Cartoon Vídeo, que tem atendentes fantásticos e um acervo fantástico. Aliás, deve ser a única grande videolocadora que ainda sobrevive por aqui. Há uns dias, tive a brilhante ideia de pedir ao atendente uma lista de todos os filmes que já peguei lá, desde o primeiro dia. Pois bem, a lista saiu, como numa passe de mágica, num papel amarelo desses de bobina e achei que nunca mais pararia de imprimir. Foi mágico. O rapazinho – muito gentil – até me perguntou “você queria que fosse em ordem alfabética?”. Não, imagina que eu iria exigir tanto assim e já estava no meio da impressão. 615 filmes. Agora tenho que ir na outra locadora que eu frequentava antes, pra pedir o restante. Mas lá os atendentes não são tão simpáticos e gentis. Vai ser um problema. E se eu pagar? E tem também os filmes baixados da web (não por mim, pelos meus amigos, claro), os filmes vistos no cinema, na faculdade, cursos, etc. Tenho colocado um post-it nos filmes que já assisti do livro “1001 filmes para ver antes de morrer”. Isso também ajuda a gente a ter uma ideia do que já viu.
Saí toda feliz da locadora com o meu “rolinho” na mão e dei uma olhada rápida. Está organizado por datas. É meio assustador. Passou um filme da minha vida na cabeça. Aliás, uma amiga disse que isso daria um filme. Posso até lembrar de algumas coisas que aconteceram em determinada época, só de ler a lista. Aí vou fazendo associações com o que estava me acontecendo naquele ano, naquele mês. Por exemplo, em determinadas semanas, peguei muito Woody Allen, quando em outras, peguei só dramas ou documentários. Algumas semanas são engraçadas, em que peguei só filmes muito bons e meu marido só pegou porcaria, ahahahahah. Dá pra ver nitidamente que duas pessoas dividem a conta da videolocadora. Bom, um homem não pode ser perfeito (consertei bem, hein?).
Vejam que coisa interessante: no dia 23/01/10, loquei “Jean Charles” e também “Quem tem medo de Virginia Woolf”. Nossa, nada a ver um com o outro. Ou há uma conexão, mesmo inconsciente? Dois grandes filmes, adorei os dois. Claro, não dá para comparar, pois um deles é um clássico de 1966, com a diva Elizabeth Taylor e interpretação e textos de cair o queixo. Ai, que vontade de escrever sobre eles.
Mas agora tô morrendo de sono… Voltarei em breve para falar mais dessa “lista reveladora”. E para lembrar de alguns filmes que merecem estar nas listas de todas as pessoas que amam cinema. Inté.

Ah, eu bem que queria pegar uma lista assim, de todos os filmes que peguei na locadora. Pena que as que eu frequentava já não existem há alguns anos, então só posso contar com a memória mesmo.
Se pedir com jeitinho…tem que tentar.;-)